Quem sou eu

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Eu sou de outubro, formada em jornalismo, mas me apaixonei mesmo pelas imagens. Causa MOR a que dedico meus dias. A verdade é que eu vejo o mundo enquadrado, mas tem hora que as palavras querem gritar. Acho que esse pode ser, quem sabe, um meio prático para expressar essas palavras gritantes. É um lugarzinho pra gente falar do mundo e do prumo que as coisas estão tomando. Eu sei que não é fácil. Nunca é! Mas vamos dividir a agonia desse agitado cotidiano.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Michel, Telógo



Eu sou de 1983 e nessa época as coisas já eram mais modernosas. Mas a gente teve um período que foi ao mesmo tempo difícil e extremamente produtivo, não só para a história, mas também para a Música Popular Brasileira. Eu falo da Ditadura Militar, que marcou momentos e vidas por suas imposições e proibições, pela dureza que era viver e se expressar naquela época.
Eu não acho que o mundo precise hoje dos tempos de chumbo para minimizar a quantidade de mentes atrofiadas que estão se reproduzindo assustadoramente por esse mundão afora. Mas que alguma coisa precisa mudar.... ah, isso precisa.
Quem conhece um pouquinho de história conhece também alguns frutos musicais daquele período, porque graças a Deus, muitos deles vivem até os dias de hoje e acreditem, ainda tocam nas paradas de sucesso. São canções como Cálice, A Banda, Roda Viva e tantas outras que representavam muito mais do que protesto, elas retratavam quão inteligente nós somos, quanta capacidade de discernimento nós temos e como é bonito fazer Música, Arte, História.
Mas ai a gente liga a tevê, se conectar na internet e pronto...
Michel Teló e sua música “Ai, se eu te pego” leva o prêmio de melhor música do ano.  E eu pergunto: Alguém pode me explicar o que significa isso? Como é que uma letra tão profunda, extremamente tocante, politizada, romântica ganhou só o prêmio de melhor do ano? Ela merecia o prêmio de melhor música dos 10 últimos anos. Melhor em ser a pior, claro!
Ai, meu Jesus! Ai meu Jesus!
O que mais me surpreendeu não foi a notícia e nem a qualidade da música (que é terrível), meu lamento maior foi constatar que as coisas só têm o valor e a importância que nós damos. E se Michel Teló faz sucesso com “Ai, se eu te pego” é porque isso tem ibope e se tem ibope, consequentemente tem público. Essa é a constatação mais sofrida.
E sabe quando isso vai mudar? Quando as pessoas mudarem, porque não havendo público não haverá produção de conteúdo com teor tão baixo, que chega a agredir a inteligência e o bom senso dos que ainda os tem. Nesse dia, Jobim, Cartola, Vinícius, Nelson, Elis e tantos outros compositores que já não estão mais aqui para contribuir com a mudança dessa triste realidade, vão certamente ter sossego, onde quer que eles estejam.
 Porque a ditadura não precisa voltar pra revelar novos talentos, e nem a gente pra ser jovem precisa descer tanto o nível. Dá para associar juventude com responsabilidade, bom gosto, educação, respeito, sem, contudo, parecer careta. Mas se todas essas coisas estiverem fora de moda, meu caro, vai fundo, porque às vezes ficar “fora de moda” é a melhor coisa que pode te acontecer.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Diva é Diva

Especialmente para Luiza, que me parece que não foi porque estava no Canadá.
Que pena! Perdeu, perdeu! rs!

EU F.U.I

Menos -bem menos- Luiza

Entrei no carro ontem e logo alguém disparou:

Vocês viram que Luiza voltou do Canadá? Como todo mundo conhece uma Luiza e eu estava no meio de amigos intimos e parentes, prontamente pensei: "E Luiza foi pro Canadá? Quando? Fazer o quê? Como éramos todos conhecidos eu achei que estava por dentro do assunto. Pior que isso, achei que se tratava de algo interessante. Mas foi um engano. Só mais um desses que a gente se depara vez por outra. Nada grave.

Na verdade, nem eles sabiam ao certo quem era Luiza. Nunca tinham trocado nenhuma palavra com a moça ou tomado um cafezinho. Mas Luiza parecia tão intima deles (dos meus) que também me senti próxima.

Desenvolvemos então uma curta conversa -porque logo logo o engano foi desfeito- a respeito da volta de Luiza do Canadá e foi ai que constatei  mais uma vantagem de não ter facebook:

Eu não conhecia Luiza.

Essa Luiza que eles falavam tão intimamente não fazia parte de nem um minutinho sequer das 24h que disponho num dia.

Tudo bem que a mocinha já apreceu até no Jornal Hoje da Rede Globo, agora vai virar garota propaganda de tudo quanto é agencia de viagem, corretora de imóveis, creme dental.... sei lá!  Mas ela emergiu em primeira instância na rede social mais frequentada do mundo e eu, claro, fui poupada das apresentações.

Mas que diferença faz se Luiza voltou ou não? De tudo isso, o que importa mesmo é que ontem foi um dia lindo, especial, e tudo isso sem Luiza.
É que fomos ver o show de Maria Bethânia, que fez uma única apresentação aqui em Recife, interpretando as canções de Chico Buarque - que por sinal todo mundo foi, menos Luiza, porque me parece (não sei bem) que ela estava no Canadá ou estava chegando. Não sei! Mas sinto muito por ela, que perdeu a apresentação da Diva-

E eu pensava com meus botões: Ainda bem que não conheço a moça, assim não preciso lamentar por sua ausência tão 'significante' no evento de ontem. Acho que nem eu nem Bethânaia demos falta de Luiza.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Que tubarão que nada, o bicho agora é outro.

A gente jogava bola no portão de casa, brincava de pega, de barra bandeira, de fazer comidinha pra boneca. Hoje, no agitado cotidiano, a gente ganhou facilidades e perdeu felicidades. Vontade de afogar esse blackberry. Ou quem sabe tubarão se alimente desse outro monstro?...... "Conversa comigo, menina. Vamos falar da vida, dos futuros filhos, das graças (e desgraças tb)." Mas não, ela possivelmente tá postando no face uma foto da cor da água, da forma do coco ou até mesmo informando a temperatura da água, porque num mundo tão modernizado-e escravizado pela globalização- não basta apenas CURTIR, tem que COMPARTILHAR. Credo!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Isso é uma vergonha!"



‘Big Brother 12’ ainda nem estreou e já rende mais de 4 mil pautas para a imprensa, diz a manchete divulgada ontem na internet.   
Resumindo, a matéria dizia o seguinte:
 
“Com estreia marcada para a próxima terça-feira, 11, o reality show de maior audiência do País já está dando trabalho para os veículos de comunicação. A 12ª edição do ‘Big Brother Brasil’ anda no topo dos assuntos na lista dos jornalistas....Sim! Já tem até participante sendo cotada para posar nua e há aqueles que já apostam no vencedor para esta edição.
Por exemplo, da manhã de quarta-feira, 4, até a tarde desta quinta, 5, 13 –TREZE- reportagens foram sobre a próxima edição do 'Big Brother Brasil'. Além disso,  4.100 notas foram publicadas pelos sites brasileiros a respeito da nova edição do reality, segundo informações do Google.com.br.”

Vale lembrar que o programa é apresentado pelo Jornalista Pedro Bial. É ele mesmo, aquele Jornalista que já cobriu matérias como a queda do Muro de Berlim, dentre tantas outras coberturas fantásticas. Como pode, né? Um Jornalista do potencial dele, hoje se resumir ao apresentador do Big Brother Brasil? 

Desculpa ai Bial, mas cá entre nós, não sei como você agüenta aquelas mentes limitadas e tão carentes de conteúdo. Meu palpite é de que eles nem conseguem entender aqueles textos que você sempre lê em cada eliminação. Além do mais, sempre me questionei como você consegue chamar de “heróis”, aquele povo que passa o dia na piscina exibindo corpos esculturais, trabalhados na plástica e nas 8 horas de academia.

Herói mesmo, caro Bial, são os trabalhadores que acordam antes do galo cantar e saem para mais um dia de labuta, pra no final do mês pagarem a escola da criança e pôr comida na mesa.  Herói de verdade é toda e qualquer pessoa que luta para ser melhor e pra ajudar o mundo a combater o que há de pior nele. Herói é Reynaldo Gianecchini, que aos 39 anos, com toda juventude e beleza que Deus lhe deu, precisa enfrentar um câncer e mesmo assim vive nas capas de jornais e revistas sorrindo, enquanto seus “heróis” fecham a cara e choram porque perderam a prova da comida.

Me poupe, né?

Como Jornalista eu lamento que esse tipo de assunto renda tanto trabalho aos meus colegas de profissão. Os números me assombram, sabia? Como pode, meu Deus? TREZE reportagens falando sobre o BBB? 4.100 notas foram dadas falando do mesmo assunto. Será que o problema da fome e do analfabetismo no Brasil já foram resolvidos? A violência acabou? Será que o desemprego já não existe mais e todo pai de família já está empregado, com o sustento de seus filhos garantido?
Tudo isso renderiam pautas, investigações, dedicação da imprensa para cumprir seu papel de denunciar, de informar a população do que de fato é importante e merece atenção. Mas o BBB dá mais trabalho aos veículos de comunicação e mais IBOPE  do que a vida da gente.

Isso é lamentável! Isso é uma vergonha! Isso é Brasil!


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012 motivos

                                                                                                                                    Foto: Google
Lá vem 2012!
Só mais um ano.

2011 também foi o ano... o ano mais difícil da minha vida, mais desafiador, mais complicado, mais doloroso, triste e ao mesmo tempo mais feliz, mais agregador, mais realizador e mais fantástico.
É, em um ano coube tudo isso. Coube tanta coisa que não caberia dizer aqui.
365 dias foi tempo suficiente pra isso e muito mais. Basta a gente imaginar que em 1 minuto, apenas 1 -um- minutinho muita coisa acontece e as vezes muda tudo.

Quer ver? olha como o tempo funciona... Em 1 minuto a gente se arrepende do que disse e do que deixou de dizer. Em 1 minuto a gente ganha um sorriso que nos salva, um carinho que acalma. 1 minuto parece uma eternidade quando a gente quer fazer xixi, quando tá com saudade e quer ver, ouvir o outro.

Essa perspectiva acentua a importância do tempo e tudo aquilo que se faz urgente, que nos convoca para viver. É por isso que eu acredito mais no agora do que no amanhã. Eu gosto mais do hoje, do já, do imediatamente - ainda que ele me seja tirado muitas vezes-,  porque nele eu posso ver o passado e é nele que  projeto o futuro. É como se ele me pertencesse, sabe? Não sei, mas é assim que eu sinto e vejo o presente. Como um  P.R.E.S.E.N.T.E..... um daqueles que Papai Noel não encontra em loja nenhuma.

O presente é como o amor, a gente não tem como comprar, a gente tem que conquistar.

Então esse ano, diferente de todos os outros, eu não esperei que o ano acabasse pra angariar novas conquistas e muito menos pra por em prática os planos para 2012, porque a única coisa que eu espero do ano "novo" é que ele chegue -como todos os outros dias de 2011 chegaram- e eu possa continuar a minha luta, a minha vida da forma mais digna (para mim e para os que me rodeiam). 

É isso ai!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é Natal???

                                                                                                                            Foto: Google
                                                                                           
 Todo ano é a mesma coisa. Até cansa a gente. Os telejornais cobrem o corre-corre nas ruas, nos shoppings, nas lojas. É gente comprando presente até pra quem não gosta. É a somatização de gastos desnecessários. Completamente desnecessário.

Particularmente (e quem me conhece sabe), me arrumo todo dia -até pra ir na livraria que fica na frente do meu prédio- 
Eu gosto de comer bem todos os dias, sem dia marcado ou data especial. Eu prefiro presentear alguém que eu amo sem que seja necessáriamente uma data comemorativa. Como diz um amigo meu -S.X-, "tardes de terça podem ser especiais." E eu acredito nisso.

Todos os dias são iguais, os meses e anos idem. A diferença está na gente e no que a gente faz das nossas existências. Por isso eu concordo quando o Roupa Nova canta: "...Eu tenho certeza que a gente podia fazer com que fosse Natal todo dia". Outra verdade que acredito. Muito!

Hoje as pessoas se encontram para comemorar, mas eu aprendi com o passar dos anos e com a dor, inclusive e principalmente, que todo dia preciso dar valor a quem eu amo e a quem me ama. Preciso ser dedicada a Deus e ao ideal que abracei. Preciso estudar sempre e mais. Devo iniciar as aulas de ballet que sempre ficam para depois. Beber os 2L de água que o médico me passou. Preciso ser boa filha, amiga, neta, prima, sobrinha, jornalista, fotógrafa, namorada..... eita! Preciso ser tanta coisa numa encarnação só. rs!
Ainda bem que Deus deu a gente a chance de morrer e nascer várias vezes. Uffa!
Mas sabe o que é, gente? Mesmo acreditando nas sucessivas existências, não quero deixar nada para a próxima e o que eu puder adiantar, prefiro fazer logo. Detesto prestação. 

Então, se eu puder desejar alguma coisa, desejo que nós (me incluo nisso) possamos ter três coisas para enfrentar esse agitado cotidiano: Força, Força, Força.

É isso ai.